
Não é segredo para ninguém. Martin Scorcese é um cara bastante ligado na musica pop. Ainda está fresco na minha memória a gostosa trilha sonora do ultimo filme dele, Os Infiltrados. Bob Dylan, Michael Jackson e futuramente George Harrison, integram a lista de artistas que já trabalharam com ou tiveram seu trabalho registrado por Scorcese. Quando ele resolve (atenção para o jogo de palavras) jogar uma luz no trabalho de Mick, Keith e cia, o resultado para mim foi um pouco... frustrante.
Antes de mais nada, gostaria de dizer que eu fui ver Shine a Light com uma ideia completamente diferente do que seria o filme. Esperava um documentário acompanhando a trajetória da banda ao longo dos anos, com cenas de shows e afins. O filme na verdade é uma edição de duas horas de um show beneficiente que os Stones fizeram em Nova Iorque durante a turnê de lancamento do ultimo álbum, A Bigger Bang, em 2006, permeado por pequenas cenas antigas de entrevistas ao longo das ultimas décadas. As cenas são escassas e só serviram para deixar um gosto de "quero mais" na minha boca, que tive que engolir azedamente ao final da sessão. Gostaria de poder dizer que é um filme restrito a fãs dos Rolling Stones mas mesmo eu que sou grande fã não gostei do resultado. Para quem gosta do som deles, a minha recomendação é exatamente oposta à que dei na ultima critica: Espere e compre o DVD (Desnecessário falar, quem não é fã nem deve considerar). Como um DVD de show, ele é incrivelmente bem excecutado, passando um clima íntimo e visceral à sempre eletrizante performance dos dinossauros do rock (para quem falou que eles estavam acabados, engula suas palavras). Apreciado pelo que é, um show dos Stones praticamente na íntegra, o filme realmente (tou inspirado hoje, desculpem) brilha. Mas cuidado ao assistir. Pode ser para você, como foi para mim, uma grande decepção.

2 comentários:
Eu qria ver esse filme, mas todo mundo falou tão mal dele q eu ja me decepcionei por tabela, antecipadamente, e desencanei...
Textos cada vez mais brilhantes, Dave! Parabens! (brincadeirinha inevitavel...hehe...sorry)
=0*
Primeiro de tudo, parabéns pelo blog !
Segundo, ao invés de discordar - o que eu não posso fazer já que "frustração" é indiscordável - vou tentar levantar pontos positivos desse filme.
Eu fui ao cinema também sem saber muito da proposta do Scorcese. Fui como fã dos stones e como fã de documentários e sai, muito feliz. Isso porque o Scorcese conseguiu justamente o mais díficil: fugir do óbvio, não é um documentário como Gimme Shelter nem Sympathy for the Devil, isso porque não tem o que se "documentar" do stones nos dias de hoje que nnao seja a "experiência" deles.
Ver o rosto do Jagger e do Keith Richards cheios de rugas e com 3 metros de altura no cinema é algo emocionante... A emoção que eles sentem a cada acorde é de arrepiar. Essa homenagem que tá impressa no filme, na minha opinião... Essa homenagem se concretiza com o Jack White no palco (achei meio blé) mas a intenção é justamente contrapor o novo, com o clássico.
Achei genial como ele conduz os "bastidores" do show no início e a angústia de não ter o set list até momentos antes do ínicio do show.
Fora os aspectos técnicos... Só para se ter uma idéia, um dos OPERADORES de câmera era o DIRETOR DE FOTOGRAFIA do Senhor dos Anéis... Ele só chamou os tops dos tops da cinematografia pra filmar... Assim fica fácil.
Eu sugiro o contrário, não terá graça alguma ver em DVD esse filme, isso porque vc não tera os closes do Jagger com 3 metros de altura na sua frente... Isso é impagável.
Minha única frustração foi em relação a BOSTA do som do cinemark do pátio higienópolis. Tava muito baixo. Abraços.
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